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Ano Novo e ação humana (A Tribuna)

Publicado no Jornal A Tribuna – Santo Ângelo/RS, Sábado e Domingo, 27 e 28 de Dezembro de 2008.

  • José de Paiva Netto, Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade.
Com a proximidade de 2009, repete-se o salutar costume dos votos de esperança por um ano mais feliz. Na palestra que proferi em 20 de dezembro corrente, transmitida pela Boa Vontade TV, pela Super RBV de rádio e internet (www.boavontade.com), procurei analisar esse anseio de renovação, fundamentando minhas palavras nos versículos iniciais do capítulo 21 do Apocalipse de Jesus, segundo São João, e nos derradeiros do capítulo 22.

Visei com a mensagem demonstrar que o livro das profecias finais apenas relata as conseqüências dos feitos humanos. Em nossa intimidade, escrevemos as páginas do nosso destino. Logo, quanto mais educado o povo, instruído e espiritualizado, melhor o rumo das nações. Como sempre ressalto: Ano novo! Ano bom? Depende de nós!

21:1 – “E vi novo céu e nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar não mais existe”.

A profecia de Jesus, o Cristo ecumênico, anuncia profunda transformação batendo às portas. E se é “um novo céu e uma nova terra”, vislumbra-se humanidade renovada! Contudo, aquilo que o Amor não consegue concretizar a Mestra Dor comparece e apresenta a lição.

21:2 – “Eu, João, vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que da parte de Deus descia do céu, vestida como noiva adornada para o seu esposo”.

Jerusalém é um grande símbolo religioso, político e social no mundo, principalmente para judeus, cristãos e islâmicos, de várias etnias. Todos filhos de um mesmo Pai, pois assim devemos ver-nos, para, aliados, auxiliar na prevenção de tanto assunto que pode ser diplomaticamente afastado ou resolvido, até mesmo com antecedência.

A esperança não morre nunca

Notem que João, o Discípulo Amado, narra Jerusalém descendo do Céu. Por que esse e não outro burgo? Vamos por partes: Ele era judeu. A idéia que tinha de cidade maior, para o seu coração fervoroso, era Jerusalém. Também conhecia Roma. Entretanto, dificilmente diria: “Desce do céu a nova Roma”. Esta era metrópole culta, cosmopolita, porém altamente bélica. Cartago que o diga. Jerusalém possuía algumas dessas características. Não obstante, o seu povo acreditava num Deus único, assim como o Evangelista-Profeta.

Jerusalém é um encanto místico. Comove o coração da gente. Mas tem sido pelos milênios pretexto para tristes acontecimentos. Todavia, a esperança não morre nunca, raciocínio que concebi, há mais de duas décadas, ao ver, na televisão, um moço lamentar haver perdido a fé no futuro. Alguns, até com motivo envinagrados, retrucam: “Eu não creio nessa coisa de esperança”. Então, o que propõem? O desânimo? O desprezo da criatura por si própria e por seus pares? Tem de haver esperança! E, acima de tudo, vontade de realizar. Do contrário, o que lhes resta? Deitar e morrer? A alma carece de bom estímulo. (...) Como dizer aos jovens que não alimentem a esperança? Se o idealismo não sobreviver, que lhes sobrará? Um campo aberto para o esmorecimento. Todos percebem que, num mundo globalizado, o mal que acontece lá (qualquer lá) poderá nos abranger. Vejam a questão da economia, de que poucos suspeitavam. Inacreditável, não é? (...) Outrossim, necessário se faz algo além do atual estágio do conhecimento terrestre: ligarmo-nos ao governo ideal que começa no Céu. Trata-se de tema que, um dia, a cautelosa ciência abordará sem preconceitos. A intuição é a inteligência de Deus em nós. Muita vez, o que a razão demora a captar ela mais rápido alcança.

Que em 2009 busquemos na espiritualidade superior a bússola de nossa existência. E que haja esperança, sim, e trabalho, de modo que ergamos para os moços condições de usufruírem um mundo mais digno, sem nunca esquecer os mais vividos, idade a que a maioria, com o avanço da medicina, certamente atingirá.

Renovando nosso destino

Aproveito o ensejo para agradecer as manifestações de apreço, por ocasião do Natal de Jesus e pelo despontar de 2009. Numa delas, o jornalista gaúcho Luiz Carlos Lourenço escreve: “Desejo que, com muita saúde, ao lado de sua família, o amigo viva uma festa de Paz com Jesus. Que o Criador, o sábio que tudo vê, sopre cada vez mais bons ventos na embarcação para que ela chegue serena às margens prósperas da harmonia e da felicidade. Minha mãe, Nair Elisa da Silva, sua ouvinte assídua no rádio, me pediu que lhe enviasse o abraço sincero dela. Desejo para o irmão e amigo todas as melhores coisas em 2009, e sempre”.

Grato. A bondade de seus corações é combustível precioso para nós.
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