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Razão, Aristóteles e sentimento

Artigo publicado no Jornal O Estado do Paraná, em 20 de janeiro de 2008

  • José de Paiva Netto, Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade.
Um dia desses, repassava páginas do meu livro “As profecias sem mistério”, 1998. Achei oportuno trazer-lhes um trechinho extraído do capítulo “Apocalipse: Razão e Coração”. Espero que o apreciem.

Certa vez, à mesa, enquanto realizávamos a Cruzada do Novo Mandamento de Jesus no Lar, meu filho Alziro Abraão, àquela altura com 17 anos, concluiu com sagácia: “Realmente, o ser humano, não obstante o extraordinário avanço tecnológico, não está evoluindo como deveria. Na verdade, só está andando mais depressa, sem saber com certeza, ainda, para onde vai. Por esse motivo, o mundo continua sendo um grande quebra-cabeça”.

Inteligência do cérebro e do coração

O jornalista Alziro Zarur (1914-1979) ensinava, nas suas prédicas populares, evangélicas e apocalípticas, que a saída para qualquer problema, por pior que seja, é “ligar a tomada em Cristo Jesus”, o que pode soar absurdo a homens e mulheres excessivamente racionais.

Não sou contra a Razão, como não me oponho ao sentimento. “In medio virtus”, preconizava Aristóteles, em “Ética a Nicômaco”, seu filho. Eis por que venho asseverando que precisamos unir à inteligência do cérebro a do coração. Costumo valer-me deste exemplo: quando em boa hora surgiu o Iluminismo, depois da Idade Média, já dentro da Era Moderna, muitas pessoas viram no racionalismo a chave efetiva, enquanto acusavam as religiões pela aflição permanente das criaturas. É óbvio que a razão realiza importantíssimo trabalho pelo crescimento dos povos, mas não bastou para emancipá-los de seus tormentos. Trouxe incontáveis inovações. Contudo, somou-se àquilo que os iluministas qualificaram de erros religiosos uma carrada de novos enganos. Adicionaram-se aos anteriores os equívocos advindos do uso desmedido do racional.
Novamente, o ser humano colocou-se na busca do equilíbrio, um caminho para a solução de suas angústias.

É quando, radioso, emerge, liberto da obscuridade e do estigma do medo, o Apocalipse do Divino Chefe: uma carta de amigo que apenas deseja o bem do destinatário, escrita com providencial antecedência aos conflitos que a humanidade teria de enfrentar, pelos milênios, em virtude da desarmonia, criada por si mesma, para com as leis universais, eternas. Jesus é suprema expressão de fraternidade. Não transfiramos a Ele os crimes praticados em Seu nome. E é por esse prisma que o texto profético deve ser analisado, até mesmo pelos ateus. (...) Há respeitáveis pensadores que fazem muita questão de ser racionais (Bem que um pouco de ceticismo seja saudável à inteligência). Por isso, talvez, demorem a entender a programação divina para o desenvolvimento das gentes, porquanto, para compreensão dela, é imprescindível devidamente observar a lei do amor, que ilumina a solidariedade social.

Estímulo

Muito me sensibilizou a carta da leitora Vera Maria Lagos Taques Bach sobre nossos escritos neste conceituado periódico. Diz ela: “Resolvi escrever-lhe motivada pelo fato de que, quanto mais leio suas crônicas, mais vejo outros predicados além dos que já constam em seu currículo, pois educa, esclarece por meio de palestras, artigos e publicações diversas. No centro dessas mensagens existem conselhos cheios de verdade, sentimentos e um grande amor ao próximo. São hábitos, ações e portas que se abrem para ajudar aqueles que necessitam de conhecimentos maiores, que não sejam somente educação escolar ou do lar. Vemos em seus textos o real humanismo cristão e a vivência do novo mandamento de Jesus: ‘Amai-vos como Eu vos amei’”.
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