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Paz em 2008

Artigo publicado no jornal O Estado do Paraná, em 30/12/2007.

  • José de Paiva Netto, Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade.
Mundo em guerra, ou melhor, mundo sempre em guerra. Então, é igualmente hora, no raiar de mais um ano, de falar na Paz e de lutar por ela, até que seja alcançada, incluída a paz no trânsito, em que os desastres vitimam tanta gente. Um dos perigos que a Humanidade atravessa é a vulgarização do sofrimento. De tanto assistir a ele pela necessária mídia, parcela dos povos pode passar a tê-lo como coisa que não possa ser mudada. Eis o massacre da tranqüilidade entre pessoas e nações quando se deixam arrastar pelo “irremediável”. Ora, tudo é possível melhorar ou corrigir nesta vida, como no exemplo de Bogotá.

Todos estão profundamente preocupados com a selvageria que campeia na Terra, à cata de uma solução para pelo menos diminuir a violência, que saiu dos lugares ocultos, das madrugadas escuras, ganhou as ruas e os lares, pois invadiu as mentes. Contudo, hoje, cresce o entendimento de que, se há violência, não é só problema dos governos, das organizações policiais, marcantemente, porém, um desafio para todos nós, sociedade. Se ela saiu da noite escura e mostrou-se à luz do dia, é porque habita o íntimo das criaturas. Existindo nas almas e nos corações, se fará presente onde estiver o ser humano.

Sociedade solidária e altruística

Debate-se em toda a parte a brutalidade infrene e fica-se cada vez mais perplexo por não se achar uma eficiente saída, apesar de tantas teses brilhantes. É que a resposta não está longe, e sim perto de nós: Deus, que não é uma ilusão. Paulo Apóstolo dizia: “Vós sois o Templo do Deus Vivo”. Ora, João Evangelista, por sua vez, asseverou que “Deus é Amor”. Jesus, o Cristo Ecumênico, pelos milênios, vem pacientemente ensinando e esperando que por fim aprendamos a viver em comunidade. Trata-se da perspectiva nascida do Seu coração, que é solidária e altruística, firmada no Seu Mandamento Novo: “Amai-vos como Eu vos amei” (Evangelho, segundo João, 13:34), a lei da solidariedade espiritual e humana, sem o que jamais este planeta conhecerá a justiça social verdadeira.

Outro paradigma

Deve haver um paradigma para a Paz. Qual? Os governantes do mundo? Todavia, na era contemporânea, enquanto se põem a discuti-la, seus países progressivamente se armam. Tem sido assim a história da “civilização”... “Quousque tandem, Catilina?” (Até quando, Catilina?) A Sabedoria Divina, no entanto, adverte que, se queremos a Paz, devemos preparar-nos para ela. E Jesus nos apresentou um excelente caminho: “Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos dou a Paz de Deus, que o mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração nem se arreceie, porque estarei convosco, todos os dias, até o fim dos tempos”.
Que tal experimentá-lo?

Incentivo

Ao abrir a correspondência eletrônica, deparei com um incentivador e-mail da leitora Andrea Kaori Tsuchiya, de São José dos Pinhais/PR. Com a generosidade de seu coração, diz ela: “Receba as minhas sinceras congratulações pela coluna semanal no jornal ‘O Estado do Paraná’. No mundo no qual vivemos atualmente, repleto de injustiças e das mais variadas formas de degradação do ser humano, ler suas matérias, em tão conceituado veículo de comunicação do nosso Estado, é realmente um bálsamo. Parabéns pela matéria ‘A vinha e o ceticismo’”.

Prezada Andrea, grato. É para mim uma honra estar neste periódico. Por sinal, saudações ao Dr. Paulo Pimentel e à sua equipe pelo prêmio Top de Marketing ADVB 2007. E não nos esqueçamos de que Ano-Novo, Ano-Bom, depende de nós.
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