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Somos um

Artigo publicado no Jornal O Estado do Paraná, em 2/12/2007.

  • José de Paiva Netto, Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade.
Na Seara da Boa Vontade, cultivamos a parte divina que existe em todos os indivíduos, esperando ser despertada para tornar-se eficaz no roteiro de sua própria evolução. Por isso, pregamos o Ecumenismo dos Senti­mentos Fraternos, que a tudo transcende, daqueles que anseiam unir‑se na construção de um futuro feliz. Um dia, a Ciência chegará à compreensão definitiva daquilo que já percebem os místicos universalistas: “Somos um”. Somos um para manter a sobrevivência deste maltratado planeta. Somos um para que a água não fique irremediavelmente poluída. Somos um para que, juntos, possamos pelos meios científicos descobrir a cura de enfermidades tidas como erradicadas, mas que estão ressurgindo, e para as novas que se manifestam, descabelando muita gente e fazendo populações inteiras padecer. Somos um, porquanto temos de, mesmo que medianamente inteligentes, por mais humildes e simples que sejamos, entender que só dispomos de uma única morada: a Terra. Somos um, também, para que os animais do oceano — como se encontra descrito no Segundo Flagelo do Apocalipse de Jesus, 16:3 — não se tornem extintos: “Derramou o segundo Anjo a sua taça no mar, e este se tornou em sangue como de um cadáver, e morreu todo ser vivente que havia no mar”.

Ameaça à vida marinha

Aliás, em matéria do site português Jornalismo Porto Net, de 18/7/2005, uma alarmante notícia já sinalizava a veracidade das profecias do último livro do Cânone Sagrado:

“O aumento da acidez nos mares, por causa do efeito de estufa, poderá pôr em risco toda a vida marinha daqui a 100 anos (...), adverte um estudo da Royal Academy. ‘Se continuar a aumentar o CO2 proveniente de atividades humanas, os oceanos ficarão tão ácidos em 2100 que poderão ameaçar a vida marinha de uma maneira que não podemos antecipar’, escreveu Ken Caldeira, do Lawrence Livermore Laboratory (Califórnia), co-autor do relatório”.

Água contaminada

Ainda sobre o assunto, em nota publicada pelo portal G1, em 26 de outubro, estampa-se a contaminação da água nas belas praias da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Mancha de 8 km2 apareceu pela reprodução descomedida de cianobactérias nas lagoas de Jacarepaguá. Segundo o biólogo Mário Moscatelli, citado na reportagem, “as cianobactérias se reproduzem porque muito esgoto é lançado nas lagoas de Jacarepaguá, e o ambiente se torna ideal para isso”. E acrescenta: “Quando em contato com a pele, as bactérias podem causar coceiras e, se ingeridas, podem causar hepatite ou até mesmo, em casos mais graves, câncer de fígado”.

Gerenciamento costeiro

Li, porém, com satisfação, na página da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná (www.sema.pr.gov.br), que em 2008 o Estado passará a contar com um manual de metodologia de controle do gerenciamento costeiro em seu litoral. O Secretário Rasca Rodrigues informa: “Será implantado um sistema de monitoramento ambiental na região costeira paranaense utilizando como referência a experiência japonesa, até mesmo padronizando alguns procedimentos entre Paraná e Hyogo. O sistema é baseado em três fatores essenciais ao gerenciamento costeiro: a qualidade da água, os recursos pesqueiros e a manutenção de ecossistemas ribeirinhos”.

Esforços conjuntos como esses nos dão a esperança de que ainda possamos salvar nosso planeta.
O Evangelho claramente recomenda: “Orai e vigiai”, ou seja, confiar em Deus e com empenho trabalhar para que as coisas realmente melhorem.
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