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Tributo a Villa-Lobos

Artigo publicado no Jornal O Estado do Paraná, em 18/11/2007.

Em 17 de novembro de 1959, o célebre compositor Heitor Villa-Lobos voltou à Pátria Espiritual. Autor de cerca de 1.000 composições, é considerado o maior expoente da reformulação do conceito do nacionalismo musical brasileiro.

Ainda menino, fascinou-se pela obra do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750). Serviu-lhe isso de fonte de inspiração para criar, anos mais tarde, as extraordinárias Bachianas Brasileiras. Entre outras importantes peças melódicas de Villa-Lobos temos: O Uirapuru, O Canto do Cisne Negro, A Prole do Bebê e os Choros, para os quais foi buscar inspiração entre os compositores boêmios do Rio de Janeiro.

No centenário de seu nascimento, comemorado em 5 de março de 1987, prestei, na minha antiga coluna na Folha de S.Paulo, um justo tributo a esse ícone da brasilidade musical, demonstrando, do mesmo modo, os fraternos laços que unem Villa-Lobos à LBV, do qual separei este trecho:

Recordo-me dele com saudade. Também de Dona Mindinha, sua querida esposa, na Pátria Espiritual desde 1985. Era muito amiga nossa. Conhecia profundamente a LBV. Revelou certa vez que, com o saudoso Villa, escutava Jesus Está Chamando!, famoso programa de Alziro Zarur (1914-1979), que tanta polêmica ergueu no Brasil. Mas criou um caminho democrático para todos os pregadores. Zarur foi pioneiro na luta pela liberdade religiosa em nosso país. O povo que faça a sua escolha devocional. Em entrevista a um periódico do Rio, contou Dona Mindinha: “(...) Comecei a ouvir Zarur quando ele estava na Rádio Mundial. O próprio Villa, muitas vezes, o ouvia falar. (...) Se fosse vivo, certamente poderia expressar-se melhor, com prazer maior e mais ênfase. Porque meu marido também se prendeu ao programa de Zarur”. (...) Em 1984, vigésimo quinto aniversário do seu falecimento, a Mocidade Legionária escreveu: “(...) Seu vanguardismo pode ser definido por esta sua frase: ‘Escrevo música como se fossem cartas para a posteridade, sem esperar resposta’”.

Meus sinceros agradecimentos ao Espírito imortal do brilhante Villa-Lobos por ter-me inspirado, em 1999, o oratório O Mistério de Deus Revelado.

Afastando a solidão

Li, sensibilizado, no Portal Boa Vontade (www.boavontade.com.br), o depoimento da universitária Paloma Felix sobre a minha obra Ao Coração de Deus — Coletânea Ecumênica de Orações, quando de sua visita à IV Feira do Livro de Curitiba, ocorrida de 4 a 17 deste mês: “Morar longe da família e daqueles que amamos é bastante difícil. Por muitas vezes me vi desanimada e triste. Porém, não mais! Agora, quando sinto a solidão chegar, abro o livro Ao Coração de Deus, leio uma das preces e imediatamente sinto-me confortada. Essa coletânea de preces exemplifica perfeitamente o Ecumenismo Divino da Religião do Terceiro Milênio. Quando oramos estamos conversando com Deus, e este livro mostra que qualquer pessoa pode falar com o Pai Celeste, basta abrir o coração. As orações de que mais gosto são: Prece dos Homens de Boa Vontade, de São Francisco de Assis; Oração, de José Silvério Horta, e Prece de Cáritas”.

Grato, Paloma, é alentador saber que estamos contribuindo para o conforto e fortalecimento do ser humano e seu Espírito eterno. Dedico a você e a tantos que, por diversos motivos, vivem longe dos que mais amam o que escrevi em Reflexões da Alma: Quando existe verdadeiro afeto, até a distância aproxima os corações. Não há separação entre aqueles que fortalecem a sintonia na maior força do Universo: o incomparável Amor de Deus.
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