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Os mortos não morrem

Artigo publicado no Jornal O Estado do Paraná, em 4/11/2007.

  • José de Paiva Netto, Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade.
A morte é um boato, conseqüentemente os mortos não morrem, incluídos os irmãos ateus materialistas. Diminuir a relevância desse fato, que atinge de forma inexorável os Seres Humanos, seria negar a realidade. Você não é obrigado a acreditar na sobrevivência dos Espíritos, nem que possam dirigir-se às criaturas terrestres, quando por permissão divina. Contudo, sua descrença não significa que eles não existam ou estejam condenados à mudez.

Diz Jesus, no Seu Evangelho, segundo Marcos, 12:27: “Deus é Deus de vivos, não de mortos. Como não credes nisto, andais muito enganados”.

Esta afirmação — os mortos não morrem —, que a toda a Humanidade envolve, fiz colocar nos portais da Sala Egípcia do Templo da Boa Vontade (TBV), o monumento mais visitado da capital do Brasil, conforme a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SDE).

Guardemos dos que partiram uma lembrança esclarecida, como no conselho de Ralph Chaplin (1887-1961): “Não lamente os mortos... Lamente a multidão, a multidão apática, os covardes e submissos, que vêem a grande angústia e as iniqüidades do mundo sem se atreverem a falar”.

Os mortos, hoje, somos nós amanhã. Condenando-os ao “desaparecimento”, por força de nossa descrença ou medo de enfrentar a Verdade, poderemos “decretar” o mesmo destino para toda a gente, atrasando sua evolução, até que, com maior esforço, se descubra que o grande equívoco da Humanidade é ainda crer que a morte seja o término de tudo.

Razão por que lhes trago, de Alziro Zarur (1914-1979), o ilustrativo e confortador Poema do Imortalista:

“Dois de novembro é um dia, na verdade,/ Rico em lições para quem sabe ver:/ A maior ilusão é a realidade,/ Já ensinava o excelente Paul Gibier.
“Os vivos (pseudovivos) levam flores/ E lágrimas aos mortos (pseudomortos);/ E os mortos se comovem ante as dores/ Dos vivos a trilhar caminhos tortos.
“Legítimos defuntos, na ignorância/ Desses espirituais, magnos assuntos,/ Parece que inda estão em plena infância,/ E vão homenagear falsos defuntos.
“Não é preciso ser muito sagaz/ Para sentir que a vida tem seus portos:/ Um dia, o Cristo disse a um bom rapaz/ ‘Que os mortos enterrassem os seus mortos’.
“Amigos, por favor, não suponhais/ Que a morte seja o fim de nossa vida;/ A vida continua, não jungida/ Aos círculos das rotas celestiais.
“Os mortos não estão aí, cativos/ Nos túmulos que tendes ante vós:/ Os finados, agora, são os vivos;/ Finados, mais ou menos, somos nós”.

A morte não interrompe a Vida. Na Terra ou no Céu da Terra, persistimos em trilhar a existência perene.

Mas um esclarecimento se faz necessário: essa consciência de eternidade jamais pode ser vista como justificativa ao suicídio, que é uma ofensa ao Criador e à própria criatura.

Aos que descrêem: concedam-se o cientificamente consagrado direito à dúvida. E se a vida não cessa com a morte, hein?

Ao Coração de Deus

Recebi de Marco Barbosa, da Editora Elevação, a notícia de que minha obra Ao Coração de Deus — Coletânea Ecumênica de Orações, versão pocket, foi um dos sucessos da XIII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, ocorrida em setembro. Isso demonstra que, apesar da agitação da vida moderna, felizmente as pessoas continuam procurando sintonia com Algo Superior.

Por sinal, esse e outros trabalhos literários que desenvolvi estarão também na IV Feira do Livro de Curitiba, de 4 a 17/11, na Praça General Osório. Esperamos todos vocês na Elevação (estande 14-E), quase esquina com a Rua Cândido Lopes.
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