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Vencer o sofrimento do corpo e da Alma (final)

Artigo publicado no Jornal O Estado do Paraná, em 9/9/2007.



Orar = meditar

Orar e meditar assemelham-se. Ser humilde, perante a Verdade, é conduta imprescindível. Assim pensava o notável professor e missionário metodista Eli Stanley Jones (1884-1973), que permaneceu largo período de sua vida na Índia e visitou várias vezes nosso País: “A humildade é a essência da Criação Divina. A primeira providência para o encontro com Deus é liquidar com o orgulho. Quando a pretensão termina, o poder tem início”.

Convém igualmente recordar esta advertência de Confúcio (551-479 a.C.): “Pague a Bondade com a Bondade, mas o mal com a Justiça”.

É oportuno, porém, destacar que o mestre de Mêncio não falava de revanche, mas de Justiça.

A Oração Ecumênica de Jesus

A vocês, prezados leitores, pois, dedicamos a admirável rogativa que Jesus nos legou, como um convite à reflexão nos momentos de angústia. Nunca é demais elevar o pensamento e o coração ao Altíssimo. A Prece que o Cristo ensinou, clara, concisa e prática, é perfeita para todos os instantes da vida, na alegria ou na tristeza, mormente agora, num mundo em que tudo acontece com velocidade espantosa. Qualquer um pode rezar o Pai-Nosso. Ele não se limita a crença alguma. Trata-se de uma oração universal, consoante o abrangente Espírito do Cristo. Qualquer pessoa, até mesmo atéia (por que não?!), pode proferir suas palavras sem sentir-se constrangida. É o filho que se dirige ao Pai, ou é o Ser Humano a dialogar com a sua elevada condição de criatura vivente. É a Prece Ecumênica por excelência:

“Pai Nosso (ou diria o Irmão Ateu, ó minha consciência que paira na altitude do meu ideal!), que estais no Céu (e em toda parte ao mesmo tempo), santificado seja o Vosso Nome. Venha a nós o Vosso Reino (de Justiça e de Verdade). Seja feita a Vossa Vontade (de preferência à nossa vontade, enquanto não aprendamos a tê-la corretamente) assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje (além daquele que sustenta o corpo, necessitamos do transubstancial, a comida que não perece, o alimento para que o Espírito não esmoreça). Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoarmos aos nossos devedores. Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, porque Vosso é o Reino, e o Poder e a Glória para sempre. Amém!”

Que a Paz de Deus esteja agora e sempre com todos nós.

A vitória da vida

Pelo ensejo das comemorações da Independência brasileira, apresento uma ode ao sucesso, cuja autoria é do saudoso jornalista Bastos Tigre (1882-1957), extraída da Antologia da Boa Vontade (1956):

Pobre de ti se pensas ser vencido!/ Tua derrota é caso decidido./ Queres vencer, mas como em ti não crês,/ Tua descrença esmaga-te de vez./ Se imaginas perder, perdido estás./ Quem não confia em si, marcha pra trás;/ A força que te impele para a frente/ É a decisão firmada em tua mente.

Muita empresa esboroa-se em fracasso/ Inda muito antes do primeiro passo;/ Muito covarde tem capitulado/ Antes de haver a luta começado;/ Pensa em grande, e os teus feitos crescerão;/ Pensa em pequeno, e irás depressa ao chão./ O querer é o poder arquipotente./ É a decisão firmada em tua mente.

Fraco é aquele que fraco se imagina;/ Olha ao alto o que ao alto se destina;/ A confiança em si mesmo é a trajetória/ Que leva aos altos cimos da Vitória./ Nem sempre o que mais corre a meta alcança,/ Nem mais longe o mais forte o disco lança,/ Mas o que, certo em si, vai firme e em frente,/ Com a decisão firmada em sua mente.
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