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A força da Oração (Final)

Artigo publicado no Jornal O Estado do Paraná, em 12/08/2007.



  • José de Paiva Netto, Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade.
O Dr. Alexis Carrel (1873-1944), Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia (1912), famoso autor de “O Homem, esse desconhecido”, escreveu sobre assunto que alenta as almas:

“A oração é (...) a forma de energia mais poderosa que o homem é capaz de gerar. Trata-se de uma força tão real como a gravidade terrestre. Na minha qualidade de médico, tenho visto enfermos que, depois de tentarem, sem resultado, os outros meios terapêuticos, conseguiram libertar-se da melancolia e da doença, pelo sereno esforço da prece. É esta, pois, no mundo, a única força que parece capaz de superar as chamadas ‘leis da natureza’. Há muitas pessoas que se limitam a ver na prece (...) um refúgio para os tímidos, ou mero apelo infantil movido pelo desejo de coisas materiais. Concebê-la, entretanto, nestes termos, é menosprezá-la erroneamente. (...) ‘Ninguém jamais rezou’, disse Emerson (1803-1882), ‘sem que houvesse aprendido alguma coisa’. (...) O mais profundo manancial de energia e perfeição, que se acha ao nosso alcance, tem sido miseravelmente abandonado. (...) Se a força da prece for posta em ação na vida de homens e mulheres; se o espírito proclamar os seus desígnios claramente, invictamente, haverá então confiança de que não sejam em vão os nossos anseios por um mundo melhor”.

Vejam que não citei a opinião de nenhum “místico delirante”, porém, de um respeitado homem de Ciência.

Todo aquele que sofre, da choupana ao palácio, com certeza já teve o ensejo de comprovar essa realidade.

Não é mesmo, Dona Rosalina?

Homenagem aos Pais

No segundo domingo de agosto comemoramos o Dia dos Pais no Brasil.

Nesta data, firmados na palavra do Divino Mestre, em Sua Prece Ecumênica do Pai-Nosso, não nos podemos esquecer de homenagear, inicialmente, o maior dos pais: o Celestial.

Ao dedicar algumas linhas aos heróis que pelo mundo desempenham bem o seu papel de educar os filhos, faço-o com muito carinho. Minha saudação é extensiva aos que não mais se encontram no Planeta, visto que habitam agora o Plano do Espírito. A morte não interrompe a Vida. Na Terra ou no Céu da Terra continuamos a trilhar a Existência Eterna.


Relacionamento entre pais e filhos

Apenas com o Amor Fraterno — passe o tempo que necessário for, superados todos os percalços —, será sustentada uma relação entre pais e filhos, filhos e pais, sólida e indestrutível, porquanto a fortaleza dessa união estará sobre o mais sublime dos sentimentos.

Em sua Primeira Epístola, 4:20, 21 e 8, diz João Evangelista:

“Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte Dele, este mandamento: aquele que ama a Deus ame também a seu irmão (...), porque Deus é Amor”.

E esta assertiva de João, que se inspirou em Jesus, recorda-me uma complementação do saudoso Alziro Zarur (1914-1979) à palavra do Discípulo Amado: “E nada existe fora desse Amor”. Por conseguinte, desse afeto, vem a substância que percorre e mantém viva a Alma, tal como o sangue, que não permite a gangrena do corpo humano, ao levar vida a todas as suas partes (...).

Na verdade, a luta é grande; os obstáculos, muitos. Daí, a importância de cuidarmos para que não falte aos nossos filhos o alimento material. Todavia, não nos esquecendo de os saciar espiritualmente, conforme defendemos na Pedagogia do Cidadão Ecumênico.
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