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Apocalipse e Genoma do Universo

Artigo publicado no Jornal O Estado do Paraná, em 1º/7/2007.

O Livro da Revelação anuncia um novo Céu e uma nova Terra

No dizer de Cícero (106-43 a.C.), as profecias são de interesse universal: “Não há povo, por mais requintado e culto que seja, que não acredite no dom que certas pessoas têm de prever o futuro".

Encontramo-nos, pois, diante de assunto constantemente em voga, apesar da indiferença de alguns.

Muita gente ainda pensa que o Apocalipse sinaliza o limite da vida planetária. Será?

O Gênese mosaico, primeiro livro da Bíblia, relata cifradamente o surgimento do planeta. Quanto ao Cosmos, sob forma diversa talvez, teria sempre existido, mesmo antes do “big-bang”, do ilustre George Gamow (1904-1968)? Ou, então, o que anteriormente havia? (Que tal investigar a respeito do Genoma do Universo?) Recorramos, agora, ao Livro da Revelação, e poderemos concluir que não anuncia o fim; ao contrário, o texto termina com uma bênção:

“— A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós para todo o sempre. Amém” (Apocalipse, 22:21).

E mais: no capítulo 21, encontramos a nova Jerusalém, o novo Céu, a nova Terra, depois de uma metamorfose jamais vista, desencadeada pela humanidade. Trata-se de colheita obrigatória de uma semeadura que foi livre.

Atos humanos e conseqüências

Quando digo que não devemos temer o Apocalipse, de modo algum ignoro que aquilo que homens e povos plantaram singularizará retornos benéficos ou trágicos para a sociedade. Um exemplo emblemático: o que andamos fazendo com a Natureza acarretará conse­qüência grave, o que, aliás, já está ocorrendo. Só não vê quem não quer. Bem que a consciência ecológica se expande pelo mundo. E isso é bom. Não lancemos fogo em nossa morada coletiva nem a tornemos cortiço.

O aviso de cientistas

Lembram-se da advertência de diversos cientistas, se não me engano já em 1983, um dos anos mais quentes da História, sobre o efeito estufa, a médio prazo? Logo foram desmentidos por outros, que, supostamente, estariam atendendo a interesses de poderosos cartéis que não tencionam diminuir, por menos que seja, seus lucros. Os fatos, hoje, têm repercussão global, isto é, imediata. Contudo parece que alguns insistem em fechar os olhos para tão nefastos resultados que provocam estrago considerável, a não ser que haja enérgica e dinâmica providência dos governos, forçada pelos seus cidadãos que finalmente estão acordando...

Esse despertar também faz parte das profecias. Observemos a ilustrativa palavra do Apóstolo Paulo aos Romanos, 13:11 e 12:

“— E digo isto a vós outros que conheceis o tempo, que já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto do que quando no princípio cremos. Vai alta a noite e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz”.

É urgente demonstrar que profecia não é sinônimo de terror, mas a exposição das correlações entre causa e efeito. Façamos dela elemento para o progresso consciente, transformando-nos, em pleno juízo, em agentes do nosso futuro. Não é vão este comentário do escritor francês Joubert (1754-1824): "Quando de um erro nosso surge uma infelicidade, injuriamos o destino".

Temer o Apocalipse?

No momento certo, segundo o Relógio de Deus, todos colhemos o que semeamos. Portanto, não é contra o Apocalipse que nos necessitamos precatar; ao contrário, porque ele é, para os que o lêem sem idéias preconcebidas, um belo divino recado que tem dois mil anos. Maléficos são, estes sim, os atos humanos desvairados, particulares ou coletivos.
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